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Domenica prossima avremo la prima tappa della Coppa Italia LEAD. Magari quest’anno riesco a gareggiare in tutte le tappe della Coppa e anche l’Italiano a Bolzano.

La palestra Rockspot è anche una tra le più grande d’Europa con una parete alta 18m che diventa una lunga via sul forte strapiombo.

Ci vediamo!


Rock Spot Mil

No proximo domingo tem a primeira etapa da Copa Italia dificuldade. Este ano espero conseguir competir em todas as etapas da Copa ainda o Campeonato Italiano, em Bolzano (80km daqui).

O ginasio Rockspot è também um dos maiores da Europa, com paredes de até 18m de altura em um negativo muito forte.

Até là!

(teclado italiano)

Abraço

Rock Spot II

 

 

 

 

 

 

 

 

Sanbapolis

Sanbapolis

1 anno in Italia

Posso dire che è stato veloce. Un anno fa, siamo arrivati in Italia senza nemmeno sapere stata come sarebbe la vita qua. La difficoltà di comunicare, la distanza della famiglia e degli amici, il clima e tutto il cambio culturale che piano piano è stato inserito. Il Trentino è una regione che ci ha accolto molto bene e nonostante che sono più “freddi”,  è un popolo molto ricettivo e tranquillo. Da un anno, non mi ricordo di avere sentito un clacson oppure, di qualcuno che non ci ha salutato con un buon giorno.

Por do Sol no Lago di Garda

Por do Sol no Lago di Garda

La bellezza di questo posto è unica, ed Arco che c’è un micro clima particolare, mediterraneo, di montagna e ancora con il bellissimo Lago di Garda, e dopo tutto, ancora guardo questi paesaggi come se fosse la prima volta. Ancora fermo la macchina per fare una foto sul percorso giornaliero per il lavoro. E parlando con chi è nato qua, mi rispondono con lo stesso entusiasmo di un turista.

Certo che l’arrampicata è  il motivo principale di questa storia, senza questa passione nulla sarebbe cambiato o cominciato. La cultura di montagna e arrampicata è fortissima qua, e non è una moda, è semplicemente la vostra cultura, e guardando la geografia locale si vede che non poteva essere diverso, anche nei vostri indirizzi indica la valle dove abitate.

Dopo alcuni momenti difficili, la primavera piovosa, senza la corriera nella domenica oppure dover spiegarvi uno  scherzo, è diventato difficile vivere senza un fiume dietro la mia casa, o andare a prendere un gelato con infradito mentre guardo il tramonto sul Lago.

Grotossauro com os Brazucas (foto Naoki Arima)

Grotossauro com os Brazucas (foto Naoki Arima)

Cercando di pianificare quest’anno, spero di avere un anno pieno e intenso di gare, allenamento e roccia, mentre aspetto che la roccia si riscaldi un po`.

Spero che la prossima volta io possa postare qualcosa un di più emozionante, sicuro che si!

Un abbraccio (anche si siete freddi, hehe) e buona arrampicata a tutti!

Grazie mille!

Cesinha

(UFA! Em Português) Posso dizer que, de um modo geral, passou rápido. A um ano atrás pousávamos na Italia sem saber ao certo como seria a vida aqui. A dificuldade de comunicação, distância da família e amigos, o clima e toda a mudança cultural foi pouco a pouco inserida. O Trentino (norte da Italia), nos acolheu muito bem e apesar de serem um pouco mais “frios” é um povo muito receptivo e tranquilo. Em um ano, não me lembro de ter ouvido uma buzina ou alguém que não diz um “buon giorno” na rua.

A beleza daqui é única e Arco tem um micro-clima à parte, região montanhosa, mediterrânea e ainda com o Lago di Garda, com tudo isso, eu ainda vejo a paisagem como se fosse o primeiro dia aqui, ainda paro o carro pra fazer uma foto no caminho diário. E falando com quem nasceu e foi criado aqui, eles me respondem com o mesmo entusiasmo de um turista.

Claro que a escalada tem o papel principal nessa história, sem essa paixão nada teria começado, ou mudado. A cultura de montanha e escalada aqui é muito forte e natural, não é uma moda, é simplesmente cultural, e não teria como ser diferente vendo a geografia local, onde no seu endereço consta o vale que você mora.

Treinando na Sanbàpolis

Treinando na Sanbàpolis

Depois de trancos e barrancos, primavera chuvosa, sem ônibus de domingo ou ter que explicar as piadas, já fica difícil de viver sem o rio atrás de casa ou ir tomar sorvete de chinelo vendo o por sol no lago.

Prospectando um pouco do 2014, este ano será mais intenso na escalada que 2013, com mais estrutura posso planejar melhor os treinos e campeonatos.

Espero na próxima postar com um pouco mais de emoção e ação, mas 2013, apesar de não parecer foi intenso, hehe.

Abraços à todos e boas escaladas.

Um pouco atras da colocação que esperava, mas satisfeito com o nivel que consegui dar. Como jà tinha dito aqui outra vez, Campeonato Italiano de escalada é de alto nivel.

Uma mudança favorável a mim, é que eu pude sim entrar direto na Semi-final pela minha colocação no ranking Italiano e assim competi mais descansado. Ainda assim éramos 37 na Semi, 10 classificados do OPEN de manhã, mais 27 pré classificados, ou pelo ranking Italiano ou pelo ranking mundial.

Mov da semi que derrubou muita gente

Mov da semi que derrubou muita gente

A via da semi-final  tinha um estilo regleteira, em um muro pouco negativo, um estilo que me encaixei bem passando em segundo lugar pra final, atras apenas do Francesco Vettorata que tocou na ultima agarra. Um movimento no meio da via fez 8 fortes escaladores cairem, ou melhor, deixando 8 escaladores empatados em 9 lugar, como na regra Italiana, passam 10 para a final, acabaram passando 17 escaladores pra final! A maior que ja vi na vida, rs..

A via final era em um muro mais negativo, agarras maiores e com movimentos mais corporais, entrei bem e talvez tenha escalado um pouco lento e ainda passando batido em um descanso que todos pararam e um mov forte pra pegar em um modulo saindo do teto o braço frito cedeu, hehe.

Mas como comentei brevemente no Facebook, fiquei fora do podio (que era meu objetivo), mas feliz de estar logo ali com os grandes escaladores italianos que se destacam com alto nivel mundial.

No final ficou Stefano Ghisolfi em 1, Silvio Reffo em 2 e Francesco Vettorata em 3, Ghisolfi tocou na ultima agarra teve apenas 1 agarra entre cada um deles.

Poucos movs antes de cair na semi

Poucos movs antes de cair na semi

(de novo escrevo pros vizinho que queriam saber o que eu escrevo)

IN ITALIANO

Un po’ indietro da quel posto che volevo, però contento sul livello che sono riuscito a fare.  Il Campionato Italiano è d’alto livello.

Un cambio favorevole per me è che non ho avuto bisogno fare il OPEN alla mattina, ho iniziato proprio nella semi finale, meglio così che ho gareggiato riposato.  Anche così eravamo in 37 alla semi finale.

Il tiro della semi aveva uno stilo di tacci, sul muro poco strapiombante, lo stilo che sembra tropo con quello da dove ho imparato a scalare, quindi sono arrivato al 2 posto in semi, dietro de Francesco Vettorata che ha toccato l’ultima presa.  C’era un incrocio a mezzo muro ha fatto 8 bravi arrampicatori cadere,  lasciando 8 legati in nono posto. Quindi eravamo in 17 alla semi, la più grossa che ho mai visto!

Il tiro della finale era diverso dalla semi, su un muro un po’ più strapiombante, con presse  grosse, forse sono andato tropo piano, anche non mi sono fermato a un riposo dove tutti l’altri hanno riposato, un po’ prima del tetto, sulla uscita del tetto sono caduto pieno per prendere il volume.

Via final

Via final

Però davvero contento, come ho detto su facebook, ho visto che non sono tropo lontano degli bravi arrampicatori italiani, che si staccono su livello mondiale.

la gara è finita con Stefano Ghisolfi 1, Silvio Reffo 2, Francesco Vettorata 3. Ghisolfi ha toccato sull’ultima presa e aveva 1 presa tra ogni di loro 3.

A dopo! (scusa il mio italiano, sto ancora imparando! )

Passando reto no descanso, aquela bola amarela

Passando reto no descanso, aquela bola amarela

Toquei no volume e cai

Podio masculino

Podio masculino

No próximo sábado, dia 26, teremos o Campeonato Italiano de Escalada, em Torino, 350km ao Oeste daqui.

Assim como no mundial e em diversos países, aqui eles tem a Copa Italiana e o Campeonato Italiano. A Copa é um ranking formado por 5 etapas ao longo do ano, no final, quem tiver mais pontos é o vencedor, desta eu participei só de uma etapa, em Verona em Agosto. O Campeonato Italiano tem só uma etapa por ano, que vencer é o Campeão Italiano.

Uma face do muro de Torino

Uma face do muro de Torino

A academia do campeonato é bem grande e bem alta, 18m de altura e os nomes dos favoritos são os mesmo, Francesco Vettorata, Marcello, Bombardi, entre outros, mas com destaque para Stefano Ghisolfi, que esteve bem presente nas finais da Copa do Mundo este ano. Todos também de excelente nível técnico.

Eu me sinto bem, no último mês treinei pensando nesse campeonato, espero ir pra final e, quem sabe, bater ou chegar perto do pódio novamente.

E novamente será um longo dia e um dia cansativo porque por regra os 15 primeiros do ranking italiano não precisam fazer o OPEN que tem pela manhã, com meu 2 lugar em Verona estou em 14 lugar, mas por não ser italiano preciso fazer o OPEN, justo..É só eu não esquecer de levar um isolante. rs

Abraço

 

 

O post passado, sobre planificação de treino, bateu recorde no meu blog. Gostei de ver que muitos se interessaram pelo assunto e resolvi especificar um pouco mais o tema.

Só relembrando, falei um pouco sobre metas, abordagem crítica, conceito de volume e intensidade e distribuição destes no período de treino. Agora vou falar um pouco sobre os exercícios específicos, gerais  e como distribui-los  (seja viagem, cadena ou competição) em cada uma das fases da planificação.

Escrevo em ordem cronológica, mas ainda assim pode parecer um pouco complicado, mas quando se planeja o resultado é sempre melhor.

Antes de seguir, aconselho prudencia a todos, aqueça bem, ouça seu corpo e tenha sempre uma supervisão, orientação e/ou conselho de algum profissional da área de Ed. Física nos exercícios. Minha intenção é orientar o estímulo de cada um e não lesioná-los.

Típica semana de carga

Típica semana de carga

Período de base:

A primeira parte de um plano de treino, sempre será a famosa e tão falada “base”, essa fase serve para adaptar-se  ao próximo período de treino que será mais intenso. Adaptação em todos os sentidos, principalmente psico-emocional, cardiovascular, muscular e articular. Quando maior e melhor a base, mais alto será o ápice.

Exercícios:

- Séries de 50 movimentos ou mais de baixa intensidade (muitos contam apenas o tempo na parede, particularmente, não acho eficiente esse modo) com 2 a 5 minutos de intervalo.  Fazendo no mínimo 400movs/dia (alguns chegam a  3000/dia). Proteja bem a pele.

- Séries de boulder fáceis, sem descansar muito.

- Exercícios específicos para fortalecimento, com barras ou finger (sem pegar em agarras muito ruins) e fortalecimento geral de braço, ante-braço, ombro, costas, abdomen, etc.

- Corrida (ou qualquer exercícios aeróbio). A parte aeróbia sempre terá sua parcela de culpa pela nossa queda e é co-responsável pela recuperação entre os boulders, as vias ou mesmo durante  a via.

Duração e frequencia:

Outra semana de carga e sua infinidade de exercícios

Outra semana de carga e sua infinidade de exercícios

O trabalho de base é longo, para todas essas adaptações eu recomendo no mínimo 6 semanas (que pode chegar a 12), como leve progressão a cada semana. Uma das características é o cansaço geral, não muscular, mas com boa recuperação de um dia ao outro. Nesta fase pode-se treinar com alta frequencia semanal (4 a 6x) se preferir altere os exercícios de um dia para o outro.

Este período é muito amplo e  pode (ou deve) ser sub dividido em outros níveis, variando a intensidade e volume dos exercícios.

Período de carga:

Este período, como o próprio nome diz, é o mais intenso, delicado e perigoso. É aí que a grande maioria se lesiona, não dê um passo maior que a perna.

Exercícios:

- Campus e finger predominam. (Mesmo com uma base forte, faça em boas pegas os primeiros dias). Existe uma infinidade de exercícios em cada um deles. O Campus tem um perfil mais dinámico, com fortalecimento predominantemente de ante-braço. O Finger é mais estático, com um fortalecimento de grupo muscular maior (braço e grande dorsal). Aqui os exercícios variam de 4 a 12 repetições com descanso médio de 2 minutos. No máximo 4 exercícios diferentes e no máximo 2 séries de cada exercício.Todos esses números variam muito dependendo do escalador e período do treino.

- Boulders, e séries curtas, de 15 a 30 movs também são utilizadas, neste caso o descanso varia de 2 a 3 minutos.

Período de desempenho, campeão Sulamericano.

Período de rendimento, campeão Sulamericano. (Foto: R. Leizer)

Duração e frequencia:

Este período dura apenas 1 semana, o padrão são 4 dias. A maioria da literatura diz 4 dias seguidos, eu aconselho dividir em dois pares de dias com um de descanso no meio. A característica é um cansaço muscular específico, pra mim, nesta fase massagem e gelo sempre vai bem. Lembre que sem a base você se lesiona ou não dará seu 100%.

Período de recuperação:

Chamado também por alguns de transição. Usado quase sempre depois de uma carga, é o tempo para o corpo descansar e assimilara forte intensidade da semana anterior. Mantenha quase a mesma intensidade e diminua o volume e frequencia e ainda com bom descanso, mas seja mais específico nos exercícios.

Exercícios:

Vias à vista (ou mesmo trabalhadas) é o mais recomendado, boulder, alguma travessia ou mesmo um pouco de campus ou finger. O intervalo entre cada uma das séries ou exercícios pode ser livre.

Duração e frequencia:

Período também que dura 1 semana. Frequencia de 3 a 4 dias semanais, mas com longa recuperação entre vias e séries, nada muito longo. Seja o mais específico e dê atenção a parte técnica, como leitura, ritmo, estratégia, concentração. É praticamente uma simulação ou direcionamento de toda a parte física para o alto desempenho. É comum e normal uma sensação de “destreino” de fraqueza ou indisposição, normal.

Período de rendimento:

Período onde vem as cadenas e bons desempenhos, o ponto mais alto do desempenho. O corpo fez força e agora já “anabolizou” tudo, KMON!!!

Exercícios:

Outro período bom de desempenho, 5 vias de 10o em 6 dias, 2 à vista.

Outro período bom de desempenho, 5 vias de 10o em 6 dias, 2 à vista. (Foto: C. Brisighello)

 

Momento de concretizar seus projetos traçados algumas semanas atrás.

Frequencia e duração:

Essa boa fase dura de 1 a 2 semanas no máximo. A frequencia depende muito dos feitos, mas vale a pena descansar pra realizar o projeto.

Tudo parece complicado de aplicar na prática, mas à medida que se executa os treinos, vai-se moldando a planilha. Mantenha-se motivado!

Gostei do post, gosto de falar, ouvir e discutir sobre treinamento. De tempo em tempo posto alguma coisa do tipo e as considerações finais.

Bons treinos!

Até breve

Constantemente me perguntam sobre treino e planificação, como fazer, o que fazer, período, séries, etc. Portanto, resolvi escrever um resumo passo a passo de como planificar ou pelo menos organizar seu treino.

A primera coisa a se fazer é perguntar a si mesmo se realmente você quer treinar e “firmar” esse compromisso com você mesmo e tudo o que ele implica, horas de treino, pele dolorida, alguma dor muscular, cansaço geral, etc. Não se banaliza uma planilha de treino. A coisa mais comum que vejo é alguns treinarem a metade da primeira semana, 2 dias da segunda e reclamar porque não consegui terminar a terceira. O treino não é um “status” social em meio a comunidade escaladora, é apenas uma forma de organizar para otimizar sua energia x desempenho, e só se pode avançar um passo depois de outro.

No campus com Patxi Usobiaga, Campeão Mundial 2009

No campus com Patxi Usobiaga, Campeão Mundial 2009

Para fechar esse compromisso, pense objetivamente em uma data e um objetivo, por ex, tal viagem daqui a 2 meses que quero mandar tal grau, ou tal campeonato, tal data que pegar tal colocação, etc. Agora começa a parte crítica, sair gastando energia no muro não é garantia de ficar mais forte. Agora temos que ser auto-crítico ou mesmo ouvir críticas de outros.

Cada escalador tem suas características, virtudes e defeitos, de forma geral devemos dar mais atenção aos aspectos que mais nos limitam, eu, por exemplo, sempre me dei bem em dinâmicos e sou muito ruím em pinça e naturalmente adoro dinâmicos e odeio as pinças, mas treino pouco o que eu gosto e muito o que não gosto, se quero escalar bem devo procurar o equilíbrio na minha escalada, no meu desempenho. Alguns tem mais resistência que força e vice-versa. Seja um crítico e sincero e dê atenção a esses exercícios.

“De barriga cheia é facil passar fome”, esse ditado diz muito sobre a motivação do treino. No primeiro dia achamos que podemos fazer tudo e todos os dias, DEVAGAR E SEMPRE, é um truque simples e básico para manter o foco do treino planejado. Cansaço muscular, cansaço geral, falta concentração e pele destruída, com apenas 1 desses itens antes de começar o aquecimento, seu treino já será anulado.

Já propriamente planificando, te pergunto: quais dias e qual o horário do seu treino? Disponibilidade à parte, cada um tem sua adaptação, já vi atletas que pegam pódio do mundial que treinam mais de 40 horas semanais e conheci atletas que também pegam pódio no mundial que treinam 10 a 12 horas semanais, cada um tem seu modo, eu aconselho ir devagar e aos poucos ir desenvolvendo um bom ritmo de treino.

Quando planificamos, primeiramente pensamos da forma “MACRO” para a “MICRO”, ou seja, pensando em, por exemplo, 8 semanas, deixe o que tiver mais volume e menos intensidade para as primeiras semanas que progressivamente se inverte ou ponto que nas últimas semanas o volume tenha diminuído bem, mas a intensidade tenha aumentado consideravelmente. (Volume, basicamente é o número de movimentos, seja onde e qual for. Intensidade é o quão difícil é aquele movimento/série. Volume e intensidade estão sempre inversamente proporcionais).

Boulders na 90 graus (c. Brisiguelo)

Boulders na 90 graus (C. Brisiguelo)

Tenha em mente que, de uma forma geral, a resistência demora muito pra ganhar, mas também não vai embora tão rápido. A força vem mais rápido, mas se perde mais rápido.

Os exercícios e séries dependem muitíssimo de cada um, da fase, do lugar de treino, etc. Por ex. Volume (ou resistência) pode  ser feito em travessias, vias, etc. A intensidade (ou a força) pode ser dada com séries de boulder, campus, finger, etc. Seja um período de mais volume, um misto ou um período de intensidade, exercícios de resistência e de força sempre se cruzam e se bem complementam. Mas tente criar uma característica física daquela semana (semana de força, resistencia, etc), mas sempre focado na forma “macro” de ir diminuindo o volume e aumentar a intensidade chegando perto do objetivo.

O dia de treino é a unidade de um treinamento, onde juntos formam um bloco de treino (de uma semana) que por sua vez, juntos, formam aquela planilha de algumas semanas (que pode formar parte de um grande ciclo de 4 a 6 meses, mas a partir deste tempo é praticamente impossível planejar previamente, já que os planos dependem dos resultados do treino que ainda está em andamento)

Voltando a unidade de treino, que é de 1 dia, tente colocar o que tem de mais intenso no começo e ir deixando o que tem menos intenso para o final. Por exemplo, as séries de finger ou campus, devem ser realizadas antes das séries de 30movs e antes das séries de 50movs. Mas claro, sempre depois de um bom aquecimento.

Ahh, na semana do “evento”, pegue leve, mantenha a intensidade, mas descanse bem entre as séries e chegue bem descansado. A sensação que se tem nos dias prévios é quase de um “destreinamento”.

Bons treinos!

 

 

 

 

Rock Master 2013

Segunda feira pós Rock Master, até dá uma “tristeza” ver a cidade vazia, acabou o espetáculo. Este ano algumas coisas mudaram, muitas coisas boas e, algumas ruins.

Dificuldade, velocidade, boulder, paraclimbing e o duelo, todas com suas características e seus atletas especialistas. Nas vias, na minha opinião, foi o ponto alto de todo o Rock Master. Cada um dos 8 finalistas trabalharam por 20min a via final graduada em 9A (11C BR) e 4 horas depois começava a grande final. Ramon Julian, (Ramonet), foi o último a entrar, quando eu o vi trabalhando a via pela tarde, duvidei muito que ele pudesse encadenar aquela via, alguns movimentos ele não consegui isolar e se puxou na corda e nem deu tempo de ver todos os 65 movimentos, mas todos fizeram no limite cada movimento enquanto trabalhavam.

Mina na Via Final

Mina na Via Final

Ramonet (ESP) foi o único a encadenar a via, ficando 23 agarras na frente de Jakob Schubert (AUT) e 33 do jovem Domen Skofic (SLO), e com seus 1,59m teve que se esticar muito e regletar saliências do muro em movimentos que outros caiam, chegando na última agarra ainda teve que lutar com o arrasto da corda pra costurar a última, Ramonet foi aplaudido em pé pelo público por muito tempo. Entre as mulheres, Mina Markovic (SLO) mostrou que seus fortes treinos rendem resultado (como ela mesmo disse), chegando a 1 agarra do TOP, seguida por Jain Kim (KOR) e Akiyo Noguchi (JAP).

Nos boulder, mudanças de última hora fez perder um pouco de brilho. Como foi televisionado ao vivo, em rede nacional, o campeonato sofreu alguma alterações de horário e formato. Ruim pro atletas, pro público e até mesmo pro Route Setter que teve que se adaptar de última hora à mudança.

O que era pra ser uma semi-final e uma final se tornou uma coisa só. 4 boulders trabalhados, onde cada um tinha 3 tentativas e os 2 ou 3 piores eram cortados do próximo boulder, e assim só restavam 3 a 5 escaladores no boulder final..um pouco estranho, ainda mais vendo o route setter colocando um pé  a mais em meio as tentativas. O preço que se paga por ser televisionado, mas garanto que quem assistiu pela TV entendeu menos que nós ali presente.

Então bora treinar e preparar pra próxima.

ABS

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